quarta-feira, 25 de novembro de 2009 
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Dor de cotovelo

Lula e seus monstrengos: mal a CPMF foi sepultada, ele quer nos impor a CSS. - Foto: Soares-edição e montagem
No final de 2007, para o bem de todos e felicidade geral da Nação, a Contribuição Provisória Sobre Movimentações Financeiras (CPMF) foi extinta, numa das raras ações lúcidas do Senado nos últimos anos. Quando todos julgavam o monstrengo morto e sepultado, eis que ele tenta ressurgir com outro nome, mas com a mesma voracidade: deu entrada no Congresso, pela porta da Câmara, onde o governo tem folgada maioria, um projeto de Lei que institui a Contribuição Social para a Saúde (CSS).

O Planalto alega a urgente necessidade de recursos extras para a saúde, sob o pretexto de que sem eles o setor entraria em colapso a partir de 2010. Tal argumento, entretanto é contestado pelos números. Segundo o levantamento do site Contas Abertas, o orçamento da saúde passou de 49,6 bilhões em 2007 para 52,5 bilhões em 2008, primeiro ano sem o imposto. Em 2009, a destinação dos recursos para a área também aumentou, passando para 59,5 bilhões. Na proposta de Orçamento da União enviada neste mês à Câmara, há a reserva de 62,4 bilhões para a saúde, o que evidencia que não faltam recursos para o setor.

A verdade é que o problema da saúde pública reside muito mais na gestão dos recursos em geral, e, em particular, dos recursos destinados ao setor. É público e notório que o governo Lula arrecada muito e aplica mal o que arrecada.

A elevada carga tributária que coloca o Brasil no topo do ranking dos países que mais tomam dinheiro dos seus cidadãos não encontra a contrapartida na prestação de serviços eficientes. A saúde, a educação são os setores que mais sofrem com a má gestão.

Como sabemos, o atual governo não prima pela eficiência com que administra os recursos arrecadados, e tem se notabilizado por uma série de ações que nada significam além de desperdício, desvio e corrupção, emoldurados, é claro, por uma enganosa e onerosa propaganda. Agora mesmo, enquanto com uma mão tenta tomar mais dinheiro da sociedade, com a outra se dispõe a pagar cerca de R$ 40 bilhões na compra de aviões bélicos franceses.

Portanto, muito mais do que a suposta necessidade de financiar a saúde, a tentativa de ressuscitar o imposto do cheque traduz o inconformismo do governo Lula com a derrota sofrida em 2007, numa atitude de puro revanchismo político, bem definida como "dor de cotovelo" pelo deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), ex-presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Saúde.

Publicado em 22/09/2009wiki repórter
Soares
Divinópolis-MG


  23/9/2009
       
     
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