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O MST retirou nesta quarta-feira os militantes responsáveis pela ocupação e depredação de uma fazenda produtiva no interior de São Paulo.
Duas horas depois da chegada da polícia, os integrantes do MST deixaram a fazenda Santo Henrique, em Bauru, São Paulo.
A empresa produtora de suco de laranja conseguiu na justiça a reintegração de posse depois que foram divulgadas as imagens de invasores destruindo os laranjais.
De acordo com a gerência da fazenda, mais de 12 mil pés foram colocados abaixo, além da destruição de máquinas e equipamentos. Para o ministro da agricultura, a ação dos sem-terra deve ser tratada com rigor. "Isso é um crime. É uma agressão à propriedade.", diz Reinhold Stephanes, ministro da agricultura.
Perguntado sobre as verbas que o MST receberia do governo, Reinhold Stephanes desconversou. “Aí eu não sei. Tem que perguntar a outras pessoas.", diz ele.
A oposição foi perguntada e respondeu: dinheiro público estaria financiando invasões do MST. “Como se eles tivessem falando ao Brasil ‘nós não temos limites. Nós recebemos dinheiro público ilegalmente, invadimos terras e nada acontece’.", diz a presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu – DEMTO.
Por isso, a oposição quer criar a CPI do MST e já conseguiu as assinaturas necessárias no Senado. Só faltam as da Câmara.
O site Contas Abertas fez um levantamento. Nos últimos seis anos 43 ongs ligadas ao MST receberam quase 160 milhões de reais. Foram 13 milhões em 2003, atingiu 38 em 2005 e este ano chegou a 14 milhões de reais. O governo diz que age dentro da lei.
“Sempre que o poder judiciário determina que uma entidade não possa mais conveniar com o Governo Federal, essa entidade é excluída do cadastro do governo.", diz Guilherme Cassel, ministro do desenvolvimento agrário.
Jornal Nacional
Fábio William - Brasília
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