quarta-feira, 25 de novembro de 2009 
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Oposição já conta com assinaturas suficientes para instalação da CPI do Campo

BRASÍLIA - A oposição informou nesta sexta-feira que conseguiu 172 assinaturas na Câmara e 34 no Senado para protocolar o pedido da CPI do Campo. O objetivo é investigar o repasse de recursos do governo e também de recursos internacionais para entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para a instalação da CPI são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado. ( A ação do MST terá consequências para o movimento? )

Segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), integrante da bancada ruralista, o número de assinaturas deve ser maior já que outros parlamentares também prometeram assinar. Na terça-feira, haverá uma reunião com a senadora Kátia Abreu (DEM-GO), que também é presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNI), para definir quando será feito o protocolo.

- Vários parlamentares que a gente pediu para assinar e antes diziam que estavam em dúvida, agora estão ligando, e dizendo que depois do que viram na Cutrale ( fazenda que foi invadida pelo MST ) fazem questão de assinar - disse Lorenzoni.

( Leia mais: Lula classificação ação do MST em laranjal de "vandalismo" )

Na semana passada, um pedido de investigação chegou a ser lido em uma sessão do Congresso, mas 45 parlamentares retiraram as assinaturas do requerimento e a CPI mista não pode ser instalada . Desta vez, a oposição acredita ter mais segurança para a instalação da comissão de investigação já que apenas o deputado Nélson Marquezelli (PTB-SP) voltou a assinar o pedido. Lorenzoni classificou os deputados que não quiseram assinar o requerimento como "deputados melancia"

- Deputado melancia é aquele que é verde por fora e vermelho por dentro. Estão marcados pelo agronegócio. São os que retiraram assinatura ou se negam a assinar - afirmou.

Ele também explicou que a CPI da Campo vai ter dois eixos de investigação: recursos que o governo transfere para entidades laranjas ligadas ao MST e Via Campesina; e recursos internacionais, como dos governos europeus e americano, que financiam o MST para dificultar o agronegócio brasileiro e comprometer a competitividade da agricultura do país mercado internacional.

Levantamento detalhado sobre os repasses feitos pelo governo federal ao MST, desde 2002, mostra que R$ 160 milhões já foram distribuídos em convênios do grupo com o Ministério do Desenvolvimento e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo o site Contas Abertas, só neste ano o MST já recebeu R$ 14,5 milhões. No ano passado o montante chegou a R$ 13,8 milhões.

Polícia deverá pedir prisão de sete integrantes do MST

A polícia deverá pedir à Justiça a prisão temporária de sete integrantes do MST já identificados como alguns dos invasores. O delegado da cidade, Jader Biazon, disse que um pedido de prisão pode ser feito para que não haja prejuízo às investigações. Biazon abriu inquérito na quarta-feira para apurar os crimes de invasão de propriedade, formação de bando ou quadrilha, furto e danos ao patrimônio.
O Globo
Publicada em 09/10/2009 às 16h42m
Maria Lima

  9/10/2009
       
     
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