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Marisa apresenta dados do Contas Abertas e diz que governo aumenta repasses para entidades ligadas ao MST em 2009
A senadora Marisa Serrano (PSDB/MS) afirmou que a União está gastando mais com entidades rurais ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra em 2009 e defendeu a instalação da CPI.
Ela citou dados pesquisados pela ONG Contas Abertas junto ao Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). “Em 2008, foram destinados mais de R$ 13 milhões a pelo menos 42 entidades cujos dirigentes têm clara ligação com o MST. Agora, em 2009, até o dia 07 de outubro, estes valores já eram de mais de R$ 14 milhões. Isto demonstra claramente que a União não só manteve como está aumentando a quantidade de dinheiro entregue nas mãos destas instituições”. Pelo levantamento do Contas Abertas, de 2003 até o início deste mês, o governo havia repassado mais de R$ 159 milhões a estas instituições. A tucana questionou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado nesta terça-feira (17). Ele veio explicar os repasses de recursos da União a entidades ligadas ao MST.
O Ministro Guilherme Cassel negou que o governo esteja financiando o Movimento dos Trabalhadores sem Terra e afirmou que o governo federal não teme a instalação de uma CPI no Congresso. “O governo não teme a CPI, agora é indesculpável o falso ambiente que se criou com coisas que não existem", enfatizou.
Guilherme Cassel negou que os R$ 115 milhões repassados pelo Incra ou pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário nos últimos 5 anos a nove entidades rurais tenham sido destinados a entidades vinculadas ao MST. Segundo ele, 56% deste valor foram para a Emater. O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) também teria recebido parte destes recursos. Ele ainda afirmou que o Incra e o Ministério são fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria-Geral da União e pelo Ministério Público.
Marisa Serrano também questionou o ministro Guilherme Cassel sobre a falta de condições de produção para os assentados. Ela citou o município de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul. Lá existem 23 assentamentos e 2 aldeias indígenas e lá faltam água, luz e maquinário para viabilizar a produção. A senadora tucana também citou as dificuldades enfrentadas pelo município vizinho de Nioaque. Para ela, não houve melhora para o homem do campo e o governo precisa permitir a produção nos assentamentos.
Política - BRASIL
Agora MS
Mato Grosso do Sul
Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2009. - 09h06m
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