quinta-feira, 26 de novembro de 2009 
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ONGs se mobilizam para renovar 60% do Congresso em 2010

Ideia é impedir ou alertar sobre candidatos com problemas na Justiça

A meta é ambiciosa: conseguir a renovação de 60% dos deputados federais e senadores. A um ano das eleições, as principais entidades civis de combate à corrupção começaram a trabalhar para barrar o maior número de candidatos com problemas na vida pregressa.

Entidades como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Transparência Brasil, contas abertas e Voto Consciente organizam uma campanha massiva na internet. Os trabalhos vão desde a seleção dos nomes dos candidatos com ficha suja, que já está sendo preparada, até relatórios de desempenho da atividade legislativa dos que já ocupam cargos. Essas ONGs também lutam para que o Congresso aprove projeto de lei que impeça candidaturas de políticos com condenação em primeira instância por crimes graves ou contra a administração pública. Atualmente, só condenados em última instância podem ser barrados.

– As pessoas acompanham tantos escândalos na política e, às vezes, ainda não sabem separar os bons dos ruins. Não achamos que todo político seja desonesto. Mas sabemos que existe uma classe desqualificada e desonesta – afirma Rosângela Giembinsky, da ONG Voto Consciente.

Levantamento feito pelo projeto Excelências da Transparência Brasil mostra que, dos 513 deputados, 208 (cerca de 40%) têm problemas com a Justiça ou com os Tribunais de contas. No Senado são 29 dos 81 parlamentares (36%).

Nas últimas eleições, o índice de renovação do Congresso foi de 45% (em 2006) e de 41% (em 2002).
Jornal Zero Hora
03/11/2009




  3/11/2009
       
     
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