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Copa 2014: manutenção de estádios equivale a 2% do valor global investido
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Estrela maior de uma Copa do Mundo, os modernos estádios de futebol – hoje, sofisticados centros de consumo de todos os segmentos do esporte – podem se tornar um problema gigantesco ao final do espetáculo. Cálculos com base no que já existe, mundo afora, indicam que a manutenção anual dessas arenas corresponde a 2% do valor investido na sua construção.
No caso de Brasília, por exemplo, com a obra do estádio Mané Garrincha orçada em R$ 600 milhões, o governo do Distrito Federal precisará de R$ 12 milhões – R$ 1 milhão por mês – para manter o gigante em condições de uso.
Por isso mesmo, as arenas para a Copa de 2014 ainda são projetos, apenas isso, sem que os governos das 12 cidades-sedes tenham licitado as obras, na esperança de uma medida salvadora, já a caminho. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) bancará as construções, e o governo federal poderá, então, honrar o compromisso com a Fifa de oferecer o país em condições de sediar a Copa.
“As arenas são itens financiáveis, desde que a operação seja dentro dos padrões bancários e com a apresentação de garantias de praxe”, disse o chefe do Departamento da Área de Inclusão Social do BNDES, Luiz Antônio Souto Gonçalves. Na quinta-feira (13), ele participou da audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, na Câmara dos Deputados. “Apesar de podermos financiar arenas esportivas, nunca fizemos isso porque não tivemos demanda”, explicou.
Alternativas
As parcerias com o BNDES poderão ser feitas, segundo Luiz Antônio Gonçalves, diretamente com os clubes de futebol, por meio de parcerias público privadas, conhecidas como PPP, ou financiamento com os estados onde serão construídas as arenas.
Os projetos de saneamento também poderão ser cobertos por recursos do banco, a exemplo do que já vem ocorrendo nos últimos anos. Evitando citar números, Luiz Antônio Gonçalves disse que o dinheiro para obras de saneamento ainda não se esgotaram. “Mesmo assim, nunca se fez tanto no Brasil nessa área como nos últimos anos. A carteira para esse segmento é um dos maiores da história do BNDES”, afirmou o dirigente.
Leia mais sobre o assunto em matéria publicada ontem (sábado): "Empresários tentarão ativar obras para a Copa 2014".
Leia mais sobre o assunto amanhã (segunda-feira): entrevista com o presidente da Subcomissão da Copa de 2014 (vinculada à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara), deputado Silvio Torres (PSDB-SP).
Da redação do Contas Abertas
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16/8/2009 |
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