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Dilma x Lina: um dia depois do suposto encontro no Palácio, Lina esteve com Dilma em SP
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A revista Veja publicou na edição do final de semana matéria em que aponta que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira teria encontrado sua agenda com a seguinte anotação: “dar retorno à ministra sobre família Sarney”. A anotação feita a mão, segundo a revista, está registrada no dia 9 de outubro, data do suposto encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. No final de agosto deste ano, o Contas Abertas (CA) já havia divulgado que, no mesmo dia do suposto encontro, Lina Vieira viajou a São Paulo. A ex-secretária recebeu R$ 307,18 referentes a uma diária e meia na capital paulista, onde participou, no dia 10, do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, ocasião em que Dilma Rousseff também estava presente. O encontro reuniu lideranças empresariais e governamentais dos dois países.
De acordo com Lina Vieira, na ocasião em que esteve no Palácio do Planalto, a ministra teria pedido para “agilizar” investigações fiscais sobre os negócios de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Dilma nega o encontro com a ex-secretária. Hoje, o Contas Abertas procurou a assessoria de imprensa da Casa Civil para comentar o assunto. No entanto, a assessoria informou que não vai se manifestar.
O caso Dilma x Lina veio à tona a partir de uma declaração da ex-secretária da Receita sobre um encontro com a ministra, publicada no jornal Folha de S.Paulo. Lina Vieira afirmou que teve uma reunião rápida com Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, a convite da ministra, no final do ano passado. Ela confirmou a versão em depoimento à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Segundo Lina, a ministra teria pedido agilidade em uma investigação fiscal sobre Fernando Sarney.
A história foi ganhando novos contornos e, quase duas semanas depois da declaração da ex-secretária, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência se limitou a informar, por meio de nota oficial, que ela não teria ido ao Palácio em novembro e dezembro de 2008. Dias depois, exatamente após a descoberta feita pelo Contas Abertas do edital de licitação que tratava da contratação da empresa de segurança que prestaria serviços ao Palácio, o GSI apresentou registros da entrada de Lina Vieira no Palácio em outubro, com o horário preciso de entrada e saída.
Um dia depois da revelação do edital, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), teve de dar explicações no plenário da Casa sobre o tempo de armazenamento de imagens das câmeras de segurança do Planalto, um dos temas mais polêmicos da história. Segundo o edital, as gravações das câmeras deveriam ser armazenadas “por um período não inferior a 30 dias, devendo ainda os mesmos (gravadores digitais) ser apoiados por um sistema de backup”. Jucá afirmou que as imagens não ficam armazenadas por mais de um mês, mas sim os registros de entrada e saída de pessoas. Ele também confirmou que Lina Vieira foi ao Palácio no dia 9 de outubro (quinta-feira), com ingresso às 10h e saída às 11h29.
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Leandro Kleber Do Contas Abertas
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19/10/2009 |
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