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MST: Ministério Público solicita informações ao Incra e MDA
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O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU)
Marinus Marsico enviou ofício ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e
ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) solicitando
informações sobre todas as invasões de imóveis rurais ocorridas desde 2006. Ele
também solicitou ao Incra que informe os dados de todos os imóveis vistoriados
pela instituição para fins de reforma agrária nos últimos quatro anos. As
informações, que deverão ser prestadas pelos órgãos em no máximo dez dias úteis
(a contar a partir da última quinta-feira), deverão conter nome de imóveis,
localização, número de matrícula das propriedades e nome dos proprietários.
O
objetivo do procurador é apurar o maior número de informações para,
possivelmente, sugerir ao TCU que realize uma ampla auditoria sobre os repasses
federais feitos para entidades privadas ligadas ao Movimento de Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) e movimentos similares. A iniciativa da apuração surgiu
no final de março a partir de levantamento do Contas Abertas
sobre os repasses federais. O trabalho mostrou que mais de R$ 150 milhões foram
repassados pelo Incra e MDA para 43 entidades privadas sem fins lucrativos,
cujos responsáveis por assinar convênios com a União aparecem citados, inclusive
em fontes oficiais, como membros, líderes, coordenadores ou dirigentes do
movimento nos últimos seis anos.
“Há indícios de que os recursos
repassados são desviados para outras finalidades. A relação dos responsáveis
pelas entidades com o MST demonstra conflito de interesses e promiscuidade”,
aponta Marinus. Em 2006, o TCU determinou que entidades como a Associação
Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) e a Confederação das Cooperativas de
Reforma Agrária no Brasil (Concrab) não recebessem mais recursos da União por
suspeitas de irregularidades com o uso da verba.
O levantamento do CA usado pelo
TCU consultou no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) o nome de
todos os responsáveis por convênios celebrados entres as entidades privadas sem
fins lucrativos e o Incra. De posse dos nomes, ampliou-se o levantamento para
buscar os recursos repassados pelo MDA às entidades. Ainda baseado nos nomes,
uma busca minuciosa na internet permitiu identificar o vínculo, assumido
publicamente, entre estes personagens e o movimento dos
sem-terra.
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Abertas no Twitter.
Leandro Kleber Do Contas Abertas
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31/10/2009 |
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